Quem vai construir em condomínio fechado costuma ouvir a mesma exigência logo no começo: apresentar o levantamento topográfico do lote. Parece burocracia. Não é.
A exigência existe porque a experiência mostra que essa etapa evita problemas que aparecem depois, quando já custam caro.
Os quatro problemas que o levantamento evita
Construção fora da divisa
Sem saber onde estão os limites reais do lote, a obra pode avançar alguns centímetros sobre o vizinho ou sobre a área comum. Isso vira conflito e pode exigir desfazer parte do que foi construído.
Diferença de nível inesperada
O levantamento mostra o desnível do terreno. Com ele, o projeto planeja corretamente a movimentação de terra e a fundação, em vez de descobrir o problema com a máquina na obra.
Erro na locação da obra
Com a base topográfica certa, a obra é locada exatamente onde foi projetada, respeitando recuos e alinhamentos.
Retrabalho e custo extra
Um investimento pequeno no começo evita prejuízo grande depois: muro refeito, fundação corrigida, projeto adaptado às pressas.
E fora do condomínio?
A lógica é a mesma. Se quem administra muitas obras considera o levantamento indispensável, ele também é importante para qualquer construção. A diferença é que, fora do condomínio, ninguém vai exigir. A decisão é sua.
Já fizemos levantamentos em condomínios fechados da região, como o Alphaville Mirassol, em Mirassol, e o Reservas do Bosque, em Bady Bassitt. Nesse tipo de condomínio é frequente a exigência de planta topográfica como apoio à elaboração e à aprovação do projeto arquitetônico. A regra varia de um condomínio para outro, então vale confirmar com a administração antes de contratar.
O que o levantamento entrega
- Dimensões reais do lote
- Diferenças de nível
- Divisas e confrontações
- Elementos existentes no terreno
Com esses dados, o arquiteto ou engenheiro desenvolve o projeto sobre o terreno real. Veja como funciona o levantamento topográfico da RC Geo.
Sobre os autores
Roger André Borges Pinto, engenheiro civil (CREA-SP 5069728988), tem cerca de 15 anos de experiência no setor de saneamento básico e infraestrutura, com atividades ligadas à topografia. Cauê Cucolo, engenheiro civil (CREA-SP 5070629560). Os dois são sócios da RC Geo Topografia & Engenharia, de São José do Rio Preto.